quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sungha Jung - Virtuose do violão


Quando um colega me enviou um vídeo de um tal Sungha Jung, pensei tratar apenas de mais um cara tocando violão muito bem. Errei. Sungha Jung é apenas um menino, precoce por sinal, que vai completar 15 anos no próximo dia 02 de setembro. Ele é sul-coreano e começou a tocar violão aos 9 anos observando seu pai.

Sungha Jung, o virtuoso violonista fingerstyle, tem sido aclamado por muitos amantes do violão e músicos de todo o mundo como um dos melhores violononistas fingerstyle jovens que não se limita a mostrar alto nível de habilidade técnica, mas trazem aperfeiçoamento artístico da interpretação das canções que toca. Ele é agora um dos mais procurados violonistas no Youtube. Dentro de 48 meses, desde 2006, seus vídeos receberam mais de 140 milhões de visualizações com 200.000 assinantes em todo o mundo, que lhe deu o título de ser o primeiro coreano a conseguir tal distinção. Desde que ele começou a tocar, teve numerosas apresentações e aparições na TV e também foi convidado para tocar com muitos músicos famosos em todo o mundo, entre os quais os violonistas de renome, incluindo Ulli Boegershausen, Kotaro Oshio e Tommy Emmanuel. Ele tem sido um convidado especial para vários eventos e festivais, incluindo Seoul International Youth Film Festival e Acoustic Guitar Bangkok Celebration 2009 e escolhido para ser ato de apoio para as bandas de classe mundial como Swell Season e Mr. Big. Em janeiro de 2010, ele fez sua primeira viagem de turnê para os E.U.A e também fez uma no mês passado em cinco cidades da Finlândia, onde ganhou atenção considerável de mídia em todo o país. 

Eu particularmente gosto muito do dueto dele com o violonista Trace Bundy em Billie Jean de Michael Jackson, ficou demais! Vejam e comprovem: Sungha Jung e Trace Bundy - Billie Jean

Fonte: blog Fã Clube Oficial Sungha Brasil

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ministério do Turismo - Convênio em Rio Quente sob suspeita em Goiás


Publicado em O POPULAR de 15/08/11 - Alvo de investigações do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), 24 convênios do Ministério do Turismo (MTur) com entidades e órgãos públicos no Estado estão sob suspeita de irregularidades e fraudes. Os convênios somam cerca de R$ 71 milhões e foram realizados nos últimos cinco anos.

Levantamento feito POPULAR no Portal da Transparência, do governo federal, mostra que, de 2006 até este ano, Goiás fechou convênios com o MTur no valor de R$ 271,8 milhões. Isso significa que pelo menos 26% dos valores acertados com órgãos do Estado apresentam sinais de irregularidades.

No olho do furacão do mais recente escândalo do governo federal, o MTur teve servidores detidos na Operação Voucher, da Polícia Federal, que levou à prisão 36 pessoas na semana passada, incluindo o goiano Frederico Silva da Costa, secretário-executivo - o segundo cargo mais importante da pasta.

As investigações da Polícia Federal apontaram esquema no convênio de R$ 4 milhões para o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), para treinamento de pessoas no Amapá. Porém, as gravações feitas pela PF já apontam indícios de corrupção em outros convênios.

Em janeiro deste ano, o Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do MPF-GO ajuizou ação civil pública contra a União que apontava suspeitas em 21 convênios no Estado. No processo, o procurador Raphael Perissé Rodrigues Barbosa informou: "Proliferam-se as representações que chegam ao MPF dando conta de que convênios e repasses celebrados pelo Mtur têm sido instrumento para a malversação, o desvio, a dilapidação do patrimônio público".

A ação cita três entidades sem fins lucrativos e duas prefeituras beneficiadas com convênios. O maior valor foi destinado à organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Instituto Centro Brasileiro de Cultura (ICBC), de mais de R$ 10,3 milhões, desde 2007. Entre as irregularidades, o MPF aponta uso de recursos dos convênios para manutenção do instituto, ausência de licitações, repasse de recursos para diretores da Agência Goiana de Turismo (Goiás Turismo) e falhas na prestação de contas.

Na ocasião em que o MPF moveu a ação, o diretor do ICBC, Germano Roriz disse, em entrevista ao jornal Correio Braziliense , que todas as prestações de contas do instituto foram aprovadas pelo MTur e defendeu a legalidade do repasse de parte dos recursos públicos para a manutenção da entidade.

Na ação, o procurador afirma ficar claro que, nos casos citados, "o ICBC não passou de artifício para centralizar, em pessoa jurídica estranha à administração pública e, assim, alheia às amarras legais para o controle de gastos, portentosa quantia de verbas públicas federais".

Trata-se do mesmo instituto que realiza o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), em convênios com o governo estadual. Este ano, foram repassados R$ 4 milhões à Oscip para realização do evento, na cidade de Goiás.


Rio Quente

A ação cita ainda cinco convênios com a Associação Cena Aberta, no valor de R$ 3,11 milhões. A entidade está situada no município de Rio Quente, mas o processo mostra que o endereço que aparece no convênio é fraudado. A sala informada, segundo a 3ª Promotoria de Justiça de Caldas Novas, pertence a uma construtora com matriz em Goiânia, que não utiliza o local.

O procurador também cita que, a despeito de ser uma associação pequena, a entidade expandiu suas atividades para outros Estados, recebendo convênios de R$ 600 mil para a execução do 2º Bahia Tour e da Festa do Galeto, no interior do Rio de Janeiro.

Não é a única vez que Rio Quente aparece na relação de suspeitas que pesam contra o MTur. A família de Frederico Silva da Costa é proprietária de metade do capital do Rio Quente Resorts, um grande complexo de águas termais. O irmão de Frederico, Francisco Costa, dirige o complexo.

Em janeiro, a revista Época mostrou que, no período em que o goiano comandou o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para investimentos em infraestrutura, foram destinados R$ 13 milhões para a construção da rodovia GO-507, que reduz em cerca de 30 quilômetros o percurso para os turistas das regiões Sul e Sudeste que visitam Rio Quente.

O Portal da Transparência mostra que entidades e a Prefeitura de Rio Quente só começaram a receber recursos do MTur a partir de 2004, um ano depois que Frederico chegou à pasta. Antes disso, entre 1996 e 2003, a prefeitura do município fechou convênio de R$ 370,5 mil para infraestrutura, mas nunca houve repasse algum. A partir de 2004, o valor subiu consideravelmente: foram 8,54 milhões em convênios.

A Associação Cena Aberta foi beneficiada em nove convênios no valor de R$ 5,2 milhões. Destes, quatro encontram-se inadimplentes (R$ 2,2 milhões). Além disso, houve repasse de R$ 2,17 milhões à Prefeitura de Rio Quente para infraestrutura e reconstrução de pontes e acessos.

Nos demais casos levantados pelo MPF na ação, são apontadas falhas nas prestações de contas e ausência de licitações. O procurador afirma que a celebração de convênio pelo MTur "nos moldes que vem ocorrendo não se presta às finalidades pretendidas, além de representarem excelente oportunidade para que as rapinas do dinheiro público empreendam seus ataques ao erário".




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Secretário-executivo do Ministério do Turismo é preso pela Polícia Federal

O site G1.com informou que a Polícia Federal anunciou na manhã de terça-feira (9) a prisão de 38 pessoas acusadas de desvio de dinheiro público no Ministério do Turismo e que entre os detidos está o número dois da pasta, o secretário-executivo Frederico Silva da Costa.

Conforme a PF, a ação visa “combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao orçamento da União”. Além do secretário-executivo, foi preso o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, um ex-presidente da Embratur, além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Infraestrutura Sustentável (Ibrase).

Ainda não há informações sobre quais são as acusações específicas contra cada um dos presos.

Quem é Frederico da Costa

Na primeira semana de governo,a revista ÉPOCA revelou que Frederico da Costa enfrentava investigações e conflitos de interesse em diversas frentes e que sua nomeação para o segundo posto mais importante no Ministério do Turismo deveria ser repensada pelo governo. A promoção de Costa a secretário executivo foi patrocinada pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).


Antes de ser promovido, Frederico da Costa era o responsável pelos investimentos do ministério em obras de infraestrutura. Tinha como principal atribuição a coordenação do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e foi lançado em março de 2008, durante a gestão da petista Marta Suplicy. Na primeira leva de empréstimos do Prodetur foram destinados R$ 13 milhões para a construção de uma rodovia em Goiás, a GO-507, que reduz em cerca de 30 quilômetros o percurso para os turistas das regiões Sul e Sudeste que visitam a região de Rio Quente, onde está localizado o Rio Quente Resorts, um dos principais polos turísticos do país, por causa de suas águas termais.

A nova rodovia facilitou o acesso para 70% do cerca de 1 milhão de turistas que anualmente visitam o resort, mas, ao mesmo tempo, suscita uma questão de possível conflito de interesses. Metade do capital da empresa Rio Quente Resorts – maior beneficiária da construção da estrada – pertence à família de Frederico da Costa. Além disso, o empreendimento é dirigido por seu irmão, Francisco Costa Neto. Em resposta por escrito enviada pela assessoria do Ministério do Turismo, Frederico da Costa não tratou da questão do conflito de interesses e justificou o financiamento da construção da estrada como um atendimento a um pedido do governo de Goiás em favor de uma das maiores áreas turísticas do país.

Além do conflito de interesse na gestão de verbas que beneficiam negócios de sua família, Frederico da Costa enfrentava, segundo a reportagem de ÉPOCA em janeiro, acusações de fraude e desvio de dinheiro público. No final da década de 1990 a família de Frederico abriu a empresa Forasa Indústria Alimentícia S.A. e solicitou um financiamento à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O empréstimo de R$ 4,7 milhões seria aplicado na construção de uma fábrica de processamento de tomate no município de Formoso do Araguaia, no Tocantins. Durante o ano de 2000, a Forasa recebeu o total do empréstimo em quatro parcelas e, de acordo com o contrato, deveria investir igual valor no empreendimento. A Polícia Federal apurou que nenhum centavo foi aplicado na construção da fábrica e que o valor total do empréstimo foi desviado. Os bens de Frederico estão, por isso, bloqueados pela Justiça Federal do Tocantins.

Na semana seguinte à primeira reportagem sobre a ficha suja do secretário-executivo do Turismo, ÉPOCA publicou novo texto afirmando que a presidente Dilma Rousseff havia sido informada dos problemas envolvendo Frederico da Costa. Mantê-lo no cargo significava não cumprir os rígidos critérios estabelecidos por ela própria sobre para o preenchimento dos principais postos de confiança do governo. Se a determinação tivesse sido cumprido, hoje a prisão noticiada seria a de um ex-secretário-executivo de um ministério, e não a do segundo homem forte do Ministério do Turismo.


E mais: PALOCCI IMPEDIU DEMISSÃO DE FREDERICO DA COSTA  E INDICOU MÁRIO MOYSÉS PARA A EMBRATUR

Antonio Palocci tem grande participação na formação da equipe do Ministério do Turismo levada à prisão pela Polícia Federal. Nas primeiras semanas do governo Dilma Rousseff, como chefe da Casa Civil, Palocci trabalhou diretamente para que Frederico da Costa (foto) fosse promovido a secretário-executivo e Mário Moysés fosse mantido na presidência da Embratur. Na gestão anterior, Costa era secretário nacional de programas de desenvolvimento do turismo e Moysés acumulava a presidência da Embratur e a secretaria-executiva do ministério.

As nomeações para os principais cargos do Turismo foram feitas no contexto da disputa entre PT e PMDB pelos cargos de segundo escalão, no início do governo Dilma.

Partiu de Palocci a decisão de não demitir Frederico da Costa, em janeiro, quando ÉPOCA revelou que o homem escalado para o segundo cargo mais importante do ministério estava envolvido em uma série de irregularidades. Entre outras coisas, durante o governo anterior, Costa liberou dinheiro que beneficiou empreendimentos de sua família em Goiás. Também foi denunciado à Justiça por participação em uma fraude com dinheiro da Sudam e citado em relatório do TCU que apontou mais de 30 irregularidades em convênios com ONGs.